15 Erros Comuns No Primeiro Negócio E Como Evitá-los

É muito comum o empreendedor reunir várias características de pessoas vencedoras e se lançar numa atividade empresarial, num negócio onde possa alcançar o sucesso pessoal e profissional.

O empreendedor, por natureza, é uma pessoa criativa, inovadora e realizadora. A inovação em produtos ou serviços, forma de comercializar ou de produzir é essencial para a empresa que é a melhor do mercado, aquela que lança moda e sai na frente.

abrir-o-primeiro-negocio

Criar condições na empresa e destinar recursos para pesquisa e inovação,  farão diferença para se conseguir vantagem de mercado.

Contudo, sem entender do negócio, ele poderá ter muitas dificuldades. O amadorismo e a falta de conhecimento de administração muitas vezes são os fatores que determinam o fracasso do empreendimento.

Conhecer, gostar e saber fazer  é algo fundamental para que empreendimento dê certo. Subestimar a quantidade de dinheiro para tocar o negocio ou não cuidar da saúde financeira (capital de giro), são também fatores que determinam o fracasso do empreendimento.

Uma empresa tem que ser lucrativa, ou seja, sua receita tem que ser maior que as despesas e essa diferença de valor (lucro) deverá ser muito bem empregada.

Além de remunerar o capital investido (pagar o empreendedor pelo capital que ele investiu na empresa) é importantíssimo que esse lucro sirva também para a ampliação do negócio, como investimentos, melhorias e campanhas de marketing. Sem uma boa aplicação dos lucros, o empreendimento poderá fracassar.

Se o empreendedor não tem noções de administração, ele deverá buscar esse conhecimento ou ter na sua equipe alguém que possa executar suas ideias. Sem conhecer de negócios, a chance do empreendimento  dar certo são pequenas.

Pode até ter uma vantagem de mercado, ou de tempo, mas assim que começar a sofrer pressão da concorrência ou problemas de mercado ou problemas financeiros, a gestão profissional será requisitada.

Inexperiência, dúvidas e até entusiasmo em excesso atrapalham a performance dos principiantes em seus negócios. No universo dos negócios, não poucos os tropeços que podem e vão ser cometidos por aqueles que arriscam os primeiros passos em empreender.  A primeira vez nunca vai ser fácil.

Erros  mais comuns no início do primeiro negócio:

1- Falta de Planejamento

planejamento

Acreditar “que tudo vai dar certo”, mas não traçar os passos necessários para chegar ao sucesso almejado. Contaminados por uma espécie de “otimismo cego”, os empreendedores tendem a queimar etapas imprescindíveis, como a elaboração do Plano de Negócio.

Outro comportamento característico é não determinar prazos para etapas, como a elaboração de obras ou a obtenção de documentação, o que acaba comprometendo o início oficial das atividades e gerando impactos negativos.

Mais que planejar, o ideal é se antecipar aos imprevistos e fazer três possibilidades de planos a serem conduzidos.  Deve-se considerar um cenário muito ruim (para o desenvolvimento da iniciativa), um conservador e um muito bom, e ver quanto tempo o empreendimento sobrevive em cada um deles.

2-  Subestimar o Empenho Necessário

Ser proprietário de um negócio passa longe de poder trabalhar apenas quando se quer. Entretanto, muitas pessoas costumam unir as duas ideias em seus pensamentos e sonham com o dia em que finalmente  serão “o próprio patrão”.

Dessa forma, veem equivocadamente o empreendimento com uma conotação de mais liberdade e de menos obrigações. Um negócio requer muito esforço na fase inicial, principalmente para o pequeno empresário, que deve se dedicar totalmente à empresa na fase de lançamento.

Alguns empresários colocam um gerente para “tocar” a empreitada enquanto vão “viver a vida”.

3 – Profissionalismo Tardio

A história é sempre a mesma: ao dividir com parentes e amigos sua ideia de montar o negócio, ele é recebida  com entusiasmo e euforia. O clima é de festa. Mas o começo ancorado na empolgação (na sua e na dos outros), geralmente deixa como sequela o profissionalismo tardio. Leva-se mais tempo do que o necessário para encarar a empresa como algo sério e trabalhoso.

Desde o primeiro dia a empresa deve ser tratada como tal.

4- Síndrome do “Eu Também”

Se todo mundo está fazendo, deve ser lucrativo. Então, por que não fazer também? Esse é o raciocínio clássico que origina os chamados “negócios da moda”.

Segundo os especialistas, o risco de mortalidade entre empresas que surgem dessa forma tende a ser maior ainda. Há uma peneira natural que filtra os que somem e os que ficam no mercado.

Depois do “boom” é certo que muitos aventureiros terminam por quebrar.

5- Horror Às Finanças

O empresário adora a ideia que teve, mas detesta cuidar da parte financeira. Tem horror, por exemplo, a se dedicar à manutenção de registros  contábeis. Pode contratar alguém para fazê-lo, mas mantém o desinteresse pelo assunto.

A médio prazo, as consequências são o descontrole e o prejuízo por má formação de preços. Os números que estão na contabilidade refletem a vida da empresa em um determinado período, mostram quanto vendeu, qual é o custo da operação, qual a margem efetiva e qual a despesa.

São informações que podem melhorar os resultados futuros.

6- Desconhecimento  do Mercado

É um erro diretamente atrelado ao da falta de planejamento. Ansioso por achar que vai se dar muito bem, o iniciante não pesquisa o mercado. Ignora a concorrência e segue certo de que só ele tem aquele produto ou serviço. Muitas vezes só descobre que estava enganado quando é tarde demais.

planejamento

planejamento

É preciso ter visão de cenários, estudar o setor, saber quem são e serão seus concorrentes diretos e indiretos.

A falta de pesquisa pode levar, por exemplo, à dependência de um único fornecedor, o que não é nada interessante do ponto de vista financeiro.

7 –  Localização Errada do Ponto

Dependendo do tipo de negócio, a escolha do ponto é que vai definir se a iniciativa vai prosperar ou naufragar.

Para diminuir as chances de ser prejudicado por uma escolha inadequada, deve-se observar a infraestrutura, facilidade de acesso e estacionamento, proximidade com público-alvo e custos de aluguel (se houver).

8 – Gostar, Mas Não Saber Fazer

Confundir o que gosta com que sabe fazer é um deslize comum entre os principiantes. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Em vez de hobbies, vale aproveitar a própria bagagem técnica e tentar transformar isso em um diferencial de mercado.

9 – Rotatividade de Colaboradores

O “entra e sai = turnover” é uma janela por onde voam os lucros de uma empresa. Esta realidade muitas vezes passa despercebida pela maioria dos empreendedores. Afinal a regra genérica do mercado é “enxugar o RH” sempre que os negócios não vão bem.

Cerca de 80% das micro e pequenas empresas brasileiras estão no ramo comercial e de serviços. Nestas empresas, os recursos humanos têm um papel muito importante. Normalmente, são os vendedores que alavancam as vendas, são eles que trazem os lucros para as empresas.

Gasta-se  muito mais para recrutar e capacitar novos funcionários.

10 – Conceito do Negócio  Em Aberto

Neste caso, o erro é começar o negócio sem saber exatamente como ele é, ou seja, muitos novos empreendedores, deixam  para construir o conceito ao longo da operação da empresa.

Um bom teste é obter uma resposta para a pergunta: “O que é o seu negócio?” Se o novo empreendedor levar mais de um minuto pensando para explicar, ele provavelmente não sabe direito o que vai fazer ou o que faz.

11 – Contenção de Custos Exagerada

Num tempo em que “conter custos” virou palavra de ordem para uma gestão de sucesso, os especialistas alertam que economizar é bom, mas é preciso ser criterioso na hora de escolher o que precisa ser cortado.

A ideia é que a economia excessiva pode comprometer processos prioritários, como a qualidade dos produtos ou serviços e, consequentemente, lançar a empresa numa situação de risco.

Na verdade, não há como fazer uma empresa crescer sem gastar. O melhor é tentar equilibrar a equação entre o que é preciso economizar e aquilo que é indispensável investir. Não faz sentido algum, simplesmente não gastar. O caminho é ter um controle eficiente de custos.

12- Baratear Para Manter a Clientela

Foi-se o tempo em que produtos ou serviços baratos eram sinônimo de clientela  fiel. Hoje em dia, não adianta mais acreditar que o preço baixo vai funcionar por si só como âncora de uma empresa.

Fatores como concorrência internacional e exigência por parte dos consumidores contribuem para minar a estratégia considerada “certa” há algumas décadas.

Valor agregado é o conceito que resume a tendência e segundo o qual, o cliente  paga não apenas pelo que comprou, mas pelos benefícios implícitos na marca.

13- Ausência de Indicadores

Desconhecer o que as pessoas pensam sobre o projeto é outra falha comum entre os que estão começando.  O problema se torna mais grave, quando o modelo de gestão leva igualmente a ignorar o grau de satisfação da potencial clientela.

Há um período em que o empreendedor precisa mesmo deixar a maré de opiniões de lado, caso contrário, nem consegue emplacar a iniciativa. Assim que o negócio começar a amadurecer e mostrar resultados, é hora de mudar radicalmente, e a partir daí, as opiniões passam a colaborar diretamente para o aperfeiçoamento contínuo.

Monitorar a satisfação do público e a forma como ele é tratado é essencial.

14 – Subestimar o Tempo de Retorno

Nem sempre o negócio começa a dar lucro no prazo originalmente previsto. A extensão do tempo de retorno acaba se tornando uma das maiores fontes de estresse e de desânimo para o empreendedor estreante.

Com frequência é que,  ao esbarrar nesse obstáculo, ele considera pela primeira vez a hipótese de desistir e fechar as portas.

O superdimensionamento do retorno é outro ponto negativo. É bastante comum acreditar que as receitas virão em maior volume e em menor tempo do que ocorre na realidade.

Normalmente, quase todos os negócios, exigem tempo para que se concretizem, e é fácil que ultrapassem os limites de tempo fixados inicialmente.

15 – Misturar Pessoas Jurídicas e Físicas

É quando o empresário e o cidadão que comanda a empresa começam  se fundir involuntariamente. A mistura abrange desde a parcialidade na contratação de funcionários ( empregar parentes, por exemplo) até a utilização de recursos próprios para financiar a iniciativa.

Esta mistura pode arruinar o negócio e a vida pessoal. O ideal é que desde o início do negócio, estas duas realidades sejam bem separadas e constantemente administradas, principalmente se a sociedade é entre amigos/parentes.

Conclusão

O empreendedor deverá observar muito bem estes erros procurando evitar cometer algum para  não se sentir frustado ou decepcionado caso as coisas não deem totalmente certo no início da jornada empresarial.

Empreender é sempre um risco e não tem como escapar disso. Entretanto com a elaboração de um Plano de Negócio que seja seguido à risco ajuda a minimizar este risco.

 

 

 

 

 

 

Aprenda Como Criar Um Site Profissional Para Turbinar Suas Vendas Online. Pegue Seu Acesso!  

Helio Aragão

Empreendedor digital, graduado em Processos Gerenciais, grande entusiasta do empreendedorismo e do marketing digital e suas tecnologias.

Website: https://empreendedoresclarecido.com.br/

Deixe um comentário